Como montar um aquário natural

A criação de peixes em ambientes fechados com o objetivo de alimentação ou de ornamentação é uma prática que existe há mais de 2000 anos, sendo usada por inúmeras civilizações.

Créditos Imagem
Licença: 
CC Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0

Na história da aquariofilia, das várias formas de criação existentes, destaca-se aquela que é feita nos aquários naturais. Tratam-se de locais que tentam reproduzir com a máxima fidelidade o ambiente de origem dos peixes, isto é, os mares, os rios ou as lagoas. Saiba como montar um aquário natural e dê vida a uma divisão específica de sua casa.

A localização do aquário

Todos os que querem montar um aquário natural devem dedicar especial atenção ao local onde o mesmo vai ficar. É recomendado que o aquário fique o mais afastado possível dos raios ultravioletas, uma vez que eles são um excelente combustível para a proliferação de algas e estas podem interferir com o crescimento das plantas.

A escolha dos peixes

Depois de escolhido o local, é necessário definir as espécies e a quantidade de peixes que deve ser colocada no interior do aquário natural. Esta tarefa é extremamente importante na definição das dimensões do respetivo aquário.

As espécies e a quantidade de peixes devem ser definidas conforme os níveis de agressividade e de crescimento de cada um; há espécies extremamente hostis quando estão em contato com as demais. O ideal é escolher peixes de comportamento e de tamanhos semelhantes, obedecendo à proporção de 1 cm por cada litro de água.

As dimensões do aquário

Depois de ter selecionado a quantidade e as espécies de peixes que vão ocupar o seu aquário, deverá definir as dimensões do mesmo. Escolha aquários em forma de retângulo com mais comprimento do que altura. Também é importante que o reservatório natural de peixes possua uma altura proporcional à largura e que seja colocado numa superfície firme e plana.

O ato de forrar o aquário

O solo do aquário deve estar coberto com areia lavada (camada de 6 a 10 centímetros) e pedras de diferentes dimensões (desde que não ultrapassem os 6 milímetros de diâmetro) que podem ser retiradas do rio ou do mar, conforme a criação de espécies efetuadas (salgadas ou doces).

Fica ao critério de cada um utilizar ou não fertilizantes que auxiliem no crescimento das plantas. Atualmente, existem várias opções caseiras como o húmus de minhoca ou outras soluções industriais.

Os equipamentos de filtragem

Os equipamentos de filtragem são itens indispensáveis que irão filtrar e oxigenar um aquário. Esses equipamentos devem ser escolhidos conforme as dimensões do reservatório de água, caso contrário, pode haver excesso ou escassez de oxigenação. No mercado da aquariofilia atual, podem ser encontrados vários filtros mecânicos e biológicos que contêm diversos elementos filtrantes. O ideal é escolher o mais adequado às espécies de peixes e plantas que irão habitar o seu aquário.

Tenha em atenção que a filtragem química só deve ser feita quando necessário e em períodos cíclicos de seis meses. Por outro lado, deve evitar a utilização de bombas para a circulação de água, dado que elas produzem bolhas e estas eliminam o CO2 com uma maior rapidez.

A escolha dos equipamentos de aquecimento, iluminação e de decoração

  • O aquecedor de um aquário deve ser escolhido conforme as espécies que estão nele contidas. Porém, como regra geral, deve ter a voltagem que varia entre 1 e 1, 5 watts para cada litro de água.
  • A iluminação pode ser feita através de lâmpadas florescentes brancas ou azuis embutidas cuja potência deve variar ente 0,5 e 1 watts por litro ligadas a um timer regulado que as aciona de 12 em 12 horas.
  • Pedras de rio ou mar de tamanhos diferentes, troncos de árvores e conchas podem ser utilizados como elementos de decoração.
  • Os troncos de árvores tendem a liberar um substância que é capaz de tornar a água do aquário mais escurecida. Para evitar tal transtorno, precisa de os colocar em imersão com sal marinho durante uma semana e, depois, deve-os deixar a secar ao sol durante o mesmo período de tempo.

A colocação da água

A qualidade da água é fundamental para criar um ambiente adequado para os peixes. Dessa forma, deve ser o mais natural possível, isto é, sem a presença de cloro ou de outros metais pesados.

Caso decida colocar água da rede pública, é recomendado que utilize um condicionante e um deionizador para deixar a água em condições de receber peixes e plantas.

Se o seu aquário albergar algum tipo de espécie marinha, a água usada deverá receber sais minerais e suplementos adicionais de modo a ficar salgada.

A introdução das plantas e dos peixes

Cinco dias depois de ter inserido a água no aquário e de ter observado o respetivo PH e temperatura, é chegada a altura de introduzir as plantas. Procure posicionar as plantas menores na parte da frente, as medianas no meio e as de maior porte nas laterais e no fundo do aquário. As plantas flutuantes como a samambaia e lentilha d’água podem retirar o excesso de nutrientes da água e, como tal, deve estar atento a todas estas condicionantes.

Por último, dois dias depois de ter colocado as plantas no aquário, introduza os seus novos habitantes: os peixes. Este processo é, sem dúvida, muito divertido e permite-lhe dar cor às principais divisões de sua casa.

A sua votação: 
0
Sem votos